Greve dos servidores das universidades – Carta aberta aos estudantes

Greve dos servidores das universidades – Carta aberta aos estudantes

SINTUFF

 

Os servidores técnico-administrativos das universidades federais estão em greve. Nossa paralisação, naturalmente, afeta inúmeros dos serviços prestados aos estudantes, como bandejão e biblioteca. Entretanto, esperamos a sua compreensão. Jamais os servidores conseguiram qualquer ganho salarial sem greve. Essa é a única maneira de pressionar o governo. Passamos mais de dois meses tentando negociar antes da deflagração da greve. Não obtivemos nenhuma resposta. A greve seria em março, foi suspensa, e começou apenas em junho.

Paramos nossas atividades tendo em vista a posição do governo Dilma de não conceder nenhum reajuste salarial para os servidores públicos este ano. Já os parlamentares ganharam 61% de aumento e a presidente 134%. Enquanto isso, a inflação atingiu 9,76% (IGP-M) nos últimos doze meses, deixando nossos salários mais defasados.

O nosso caso não é o único. A greve dos bombeiros e profissionais da educação do Estado alcançou destaque na imprensa e comoveu a sociedade. O salário dos bombeiros é de R$950 e os professores da rede estadual sofrem com o R$681,44. O piso salarial de nossa categoria é R$1034,59, o mais baixo do serviço público federal.

Você, estudante, que passará anos empenhado em uma graduação, pretende, após formado, ter uma remuneração mensal tão reduzida como estas?

Além de defender reajuste salarial, estamos também batalhando contra a privatização dos hospitais universitários, encaminhada pelo governo através de medida provisória, a MP 520 – cujo prazo de aprovação expirou. Esta será reenviada ao Congresso Nacional na forma de projeto de lei. O projeto do governo abre brecha para privatização de outros serviços públicos. Se implantada nos hospitais, esta mesma medida poderá ser ampliada futuramente para toda a universidade.

Dilma cortou 50 bilhões das áreas sociais. Na educação, as universidades foram as mais afetadas. Com o REUNI, as vagas foram ampliadas, mas não houve a devida reposição de docentes e técnico-administrativos para dar conta desta nova demanda. O curso de Serviço social, recentemente, cancelou metade de suas vagas para o próximo vestibular. A imensa fila do bandejão sobrecarrega os trabalhadores e aborrece os estudantes. Acabou o dinheiro do REUNI, as obras pararam e o governo proibiu concurso público (Portaria número 39/11).

A luta dos estudantes, dos docentes e dos servidores técnico-administrativos, no fim das contas, é a mesma. Queremos que o governo federal priorize recursos para áreas sociais como educação, em vez de construções faraônicas para Copa do Mundo, obras superfaturadas para empreiteiras que praticamente escravizam trabalhadores e pagamento de justos indevidos a banqueiros.

 

Pense nisso e apoie nossa greve!

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