Boletim Informativo do CAHis-UFF: Junho, Julho e Agosto de 2013

Boletim Informativo do CAHis-UFF

 Junho, Julho e Agosto de 2013

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Olá, historiadores!

Buscaremos através de boletins informativos manter os estudantes a par do que acontece na vida do curso e na universidade, para colocar o CAHis cada vez mais próximo do nosso cotidiano. Este boletim informativo conta com o acúmulo das nossas discussões sobre as manifestações, repasse das últimas reuniões do Departamento de História, o resultado do questionário de avaliação sobre o horário girafa, um convite ao Encontro Nacional dos Estudantes de História e muito mais!

 

EDUCAÇÃO EM GREVE: A Luta continua!

 

Em junho vimos um novo momento de manifestações que somam milhares de pessoas e organizações da classe às ruas de todo o país. Tendo como estopim a Luta Contra o Aumento da Tarifa de Ônibus, as reivindicações tem um caráter político mais amplo com demandas e insatisfações decorrentes do aumento do custo de vida, das péssimas condições de salário, exploração, o descaso do governo com a educação e a saúde públicas, tudo isto se potencializando com a vinda dos megaeventos para o Brasil.

O movimento já teve vitórias que provam que somente a luta nas ruas traz avanços! Com o seu crescimento, a classe dominante e os seus grandes meios de comunicação tentam canalizar o movimento e esvaziá-lo politicamente para pautas genéricas, como “contra a corrupção”, evitando os questionamentos diretos às empresas de ônibus, à falta de investimentos na educação e saúde públicas, aos megaeventos, entre outras pautas levantadas nas ruas. Esses mesmos setores tentam dividir o movimento entre os milhões que vem se somando às mobilizações e os que fizeram parte delas desde o início, como movimentos sociais, sindicatos e partidos de esquerda. Frente a isto, é fundamental manter as manifestações na rua  e  unificar essa luta aos movimentos organizados de trabalhadores rumo a um projeto que englobe as pautas e supere essa sociedade que explora e oprime!

É nesta perspectiva que estamos apoiando a greve dos profissionais da Educação do Estado e do Município do Rio de Janeiro! A educação pública foi uma das principais reivindicações durante os protestos e é nosso dever, como futuros professores, participar deste processo.

 

Saiba qual a pauta defendida pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (SEPE):

 

O que a Rede Estadual reivindica:

1) Reajuste de 28%;

2) Derrubada do veto ao Projeto de Lei que garante uma matrícula de professor em apenas uma escola

3) 30 horas semanais para funcionários;

4) eleição para diretor

5) fim do plano de metas e do programa de Certificação; 6) regularização dos animadores culturais

 

O que a Rede Municipal reivindica:

 

1 – REAJUSTE DE 19%

2 – PLANO DE CARREIRA UNIFICADO

3 – 1/3 DA CARGA HORÁRIA PARA PLANEJAMENTO

4 – FIM DA MERITOCRACIA

 

 INFORMES GERAIS

 

– É com pesar que informamos o falecimento do professor Ciro Flamarion Cardoso, no sábado, 29/06/13. O departamento aceitou, em plenária extraordinária do dia 03/07/13, a proposta do professor Marcos Alvito sobre a construção da Semana Professor Ciro Flamarion Santana Cardoso entre os dias 18 a 22 de agosto de 2014, quando o professor Ciro faria 72 anos. Foram pensadas cinco mesas abarcando os seguintes temas: História Antiga, História da América, História do Brasil, Teoria e Metodologia e uma mesa com antigos alunos do Ciro. Professor Ciro Flamarion Cardoso, presente!

 

– Entre os dias 28 a 30 de junho de 2013 aconteceu em Curitiba/PR o Fórum Nacional de Executivas e Federações de Cursos (FENEX), ao qual o Centro Acadêmico de História enviou dois representantes. Criado em 1992, o FENEX surge como alternativa de aproximação e articulação entre as diversas executivas e federações de cursos que viam nas lutas pautas comuns. Apesar de suas limitações enquanto fórum, esse espaço tem sido um importante canal de diálogo e unidade entre as executivas e vem dando algumas respostas às lutas, como o Boicote ao ENADE que há alguns anos já é articulado pelo fórum. Os últimos FENEX apresentaram alguns saldos importantes para o movimento: como o Seminário de Universidade e Formação realizado em Porto Alegre; a criação do Grupo de trabalho sobre Opressões; a elaboração que vem sendo construída de um Caderno da Contra-Reforma Universitária trazendo acúmulos conjuntos sobre essa reforma que vem afetando diretamente a universidade e a formação nos diversos cursos; assim como vem se colocando enquanto importante espaço de articulação da construção do Encontro Nacional da Educação. Esses e outros debates terão continuidade em outubro, no Rio de Janeiro, onde será realizado o próximo FENEX.

 

Departamento de História da UFF: fique por dentro do que está acontecendo!

 

– O capítulo final sobre o Instituto de História foi decido em plenária extraordinária do departamento de história no dia 14/08/13. Para quem ainda não teve a oportunidade de ler nossos materiais e se inteirar do assunto, vamos resgatar um pouco do que já aconteceu:

 

Na reunião do departamento do dia 13/03/13 ouvimos pela primeira vez professores falarem na criação do Instituto de História. O debate teria surgido quando o departamento de Psicologia resolveu se separar do ICHF e caminhar para a construção de um instituto próprio. Não surpreende esta movimentação em um momento em que a universidade está se expandindo, mas não da forma como gostaríamos: sem verbas, sem assistência estudantil, sem o término das obras iniciadas, enfim, sem qualidade. Na falta de verbas e espaço, departamentos estão disputando entre si e tentando “garantir o seu”, uma saída fácil pra isso sem se contrapor à política do governo e da reitoria é a criação de um instituto próprio.

Deliberamos que a comissão de pessoal, uma das comissões internas do departamento que não é paritária, ficaria responsável por discutir a respeito e apresentar uma proposta mais concreta em plenária para que pudéssemos debater. Até agora a discussão não aprofundou para questões sobre como a criação de um instituto próprio vai repercutir na produção do conhecimento, no projeto pedagógico do nosso curso ou se vai contribuir para aprofundar o fosso entre a graduação e a pós-graduação.

A proposta da representação estudantil que saiu da reunião da comissão de pessoal e foi levada para ser encaminhada plenária departamental (quarta-feira, 15/05/13) reflete a forma como defendemos que as coisas sejam encaminhadas neste espaço: sempre com debate no curso, atendendo aos interesses da comunidade acadêmica. Propusemos a organização de um Seminário sobre o Instituto de História, organizado em conjunto com o Centro Acadêmico de História e a Coordenação e Departamento do Curso antes de se votar em plenária a questão da criação do Instituto de História. Contudo, na reunião da comissão de pessoal de quarta-feira, 05/06/13, os professores se recusaram a realização do mesmo.

Sem avançar no debate, qual não foi a nossa surpresa quando recebemos um e-mail da chefia do departamento convocando uma reunião extraordinária do departamento com ponto de pauta único sobre o Instituto de História, dizendo que era necessário tirar um posicionamento a respeito. Ainda mais em um momento em que os estudantes estão de férias e a universidade está mais esvaziada. A representação estudantil participou da plenária e fez sua fala no sentido de explicar que não tem como aprovar a criação de um Instituto de História sem ter um projeto para debater. Não é questão de ser contra ou a favor a priori. Apenas percebemos que os elementos levantados na reunião necessitavam ser aprofundados em um espaço de maior fôlego: um seminário sobre o Instituto de História. Não construímos o seminário porque não tinha como partir de uma abstração e queríamos avançar neste processo junto com os docentes. Propusemos que saíssemos da reunião com uma data marcada para o seminário, assim como para uma próxima plenária onde deliberaríamos a respeito. Infelizmente todas as nossas tentativas de abrir diálogo não foram adiante por parte da coordenação e chefia do departamento do curso. Foi aprovada em plenária no dia 14/08/13 a criação do Instituto de História sem nenhum debate sequer entre os professores com 21 votos a favor, 10 contrários e 2 abstenções.

 

– Entre os dias 18 e 25 de julho a representação estudantil passou em sala com uma questionário. Devido ao fato de ser final de período e coincidir com o simpósio nacional da ANPUH, conseguimos 246 amostras. O objetivo do questionário foi levantar um perfil do estudante de História, mas também avaliar a opinião geral sobre o horário girafa (disciplina que é só uma vez na semana com 4h seguidas de aula).

Sobre a concentração por turno:

Dos 246 estudantes, 70 fazem disciplinas no turno da manhã, 79 à noite, 92 em ambos os turnos e 5 deixaram em branco. Contraditoriamente, um problema frequente para montar o horário é a falta de professores para ministrar cursos no turno da noite, turno com maior concentração de estudantes. Este fator complica ainda mais a situação dos estudantes com a nova medida que a coordenação do curso adotou, sem passar por nenhuma instância, definindo os novos critérios para inscrição em disciplina colocando a impossibilidade de mudar de turno. Com a pouca oferta de disciplinas, a concentração de disciplinas por parte dos professores e as dispensas indiscriminadas, isso se torna um problema ainda maior. Por uma questão meramente burocrática, a coordenação do curso não está levando em consideração, não apenas a insuficiente oferta de disciplinas para montar o horário em um único turno, mas também que muitos estudantes trabalham, ou concentram disciplinas em um dia só para economizar dinheiro na passagem.

Sobre trabalho/estágio/bolsa

110 estudantes responderam no nosso questionário que trabalham ou estagiam, correspondendo a 50% da amostra, desses 44 trabalham na parte da manhã, 55 à tarde, 8 à noite e apenas 7 em horário flexível.

Sobre a quantidade de estudantes por eixo e a avaliação da oferta de disciplinas por eixo:

Em relação ao eixo cronológico: 19 estudantes são de Antiga, 24 de Medieval, 32 de Moderna, 127 de contemporânea e 44 não sabem. No eixo temático cultura está avançando com 90 estudantes, seguida de poder com 67, 34 de econômico social e 55 não sabem. A oferta das disciplinas de eixo cronológico foi considerada insatisfatória por 99 estudantes, 93 estão satisfeitos e 54 deixaram em branco.  A oferta de disciplinas no eixo temático foi considerada satisfatória por 84 estudantes, insatisfatória para 104 e 57 deixaram em branco.

Sobre o horário girafa:

236 estudantes cursaram alguma disciplina em horário girafa, dos quais 175 no ciclo básico, 87 no ciclo profissional, 34 em instrumental. Desses, 178 avaliaram a dinâmica da disciplina como insatisfatória, enquanto apenas 76 consideraram satisfatória. 180 estudantes acham que não deve ser oferecida disciplina em horário girafa para o básico, apenas 60 concordam com isso. Dos 60, 40 avaliam que apenas em casos específicos, enquanto só 20 acham que deve ser oferecida em todas as disciplinas. Opinião diferente foi manifestada em relação ao ciclo profissional no qual 136 estudantes são a favor da oferta de disciplina em horário girafa, 102 são contrários. Dos 136 estudantes favoráveis, 96 avaliam a oferta deve se dar apenas em casos específicos.  Para instrumentais, 124 estudantes foram contrários à oferta em horário girafa contra 109 a favor. Dos favoráveis, 72 avaliam que deve ser oferecida apenas em casos específicos.

 

O ENEH está chegando!

 

Nos dias 24 a 31 de Agosto acontecerá o XXXII Encontro Nacional de Estudantes de História na UERJ – Campus Maracanã, com o tema “A Universidade Necessária: reforma curricular e a utilidade da História”. Os encontros nacionais de estudantes são certamente uma das experiências mais importantes da vida universitária, em que temos a oportunidade de trocar ideia e dividir experiências únicas com estudantes de História de todo o país. Além de ser o principal espaço político de deliberação da Federação do Movimento Estudantil de História (FEMEH), o Encontro conta com debates diversos sobre a universidade e o mundo, Grupos de Discussão, simpósios e mini cursos, sendo que o debate sobre as transformações curriculares tem destaque nessa edição. As culturais, que rolam todas as noites, vão manter a maioria acordada madrugada adentro e além dos eventos importantes, oficiais (como o Ato Público e a Copa Sócrates de Futebol) e não oficiais (como a Plenária da FUMEH), vão acontecer também vivências nesse ENEH, levando os estudantes em visitas pela Favela do Jacarezinho, a Ocupação Manoel Congo e outros pontos que não estão nas rotas turísticas oficiais do Rio de Janeiro.

O ENEH é um lugar ideal pra conhecer gente nova, debates novos, lugares novos e pontos nunca antes explorados de nossas consciências, então não percam! Nós sabemos que muitas pessoas não se inscreveram, por ser tão próximo (a maioria de nós não tem necessidade de alojamento ou alimentação), então os estudantes de história da UFF que têm interesse em participar do encontro vão fazer a inscrição e o credenciamento de todos(as) juntos(as) no dia 24, às 12h na UERJ.

 

Neste ENEH, vamos todos construir o Encontro Nacional de Educação!

 

Desde a “Campanha dos 10% do PIB para a Educação Pública Já” vinha se desenhando a necessidade da construção de um espaço amplo e nacional para discutir a situação da educação pública brasileira, unificando as pautas da rede básica e superior de ensino. Com a greve de 2012, isso se tornou mais forte, uma vez que o movimento sindical combativo não conseguiu unificar suas pautas, contribuindo para isso a sua divisão em diversas centrais sindicais. Não foi muito diferente a dificuldade vista pelo movimento estudantil em greve nacional que ao invés de enraizar este movimento na base dos estudantes e unificar as lutas, se perdeu em disputas superestruturais a respeito de entidades. Se o cenário é de fragmentação, este Encontro contribui no sentido oposto!

O Encontro Nacional da Educação está acontecendo e é um passo importante na reorganização do movimento sindical, popular e estudantil na área da Educação. Juntos vamos elaborar um diagnóstico da situação atual da Educação Pública e traçar um plano de ação conjunta. Foi aprovado no congresso da Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (ANDES) a sua criação e movimento análogo está acontecendo a outros sindicatos e movimentos populares. Este é um debate que o movimento estudantil combativo deve começar a tomar para si, também somos parte desse processo!

 

FIQUE POR DENTRO!

 

O que já rolou?

 

– 5 e 6 de junho: Feira de Textos do CAHis.

– 07 de junho: Multirão de limpeza na sala do CAHis.

– 10 de junho: Cinehist -especial dia dos namorados.

– Exposição de fotos em parceria com o Diversitas-UFF do dia dos namorados no bandejão: consideramos justa toda forma de amor!

– Organização da ida dos estudantes da UFF para a ANPUH entre 22 e 26 de julho.

– Participação nas manifestações, inclusive no dia nacional de greves e paralisações em 11/07.

– 16 de julho: participação na homenagem ao professor Ciro Flamarion Cardoso.

 

O que vai rolar?

– Reunião para organização da calourada: a primeira será na quarta-feira, 21/08/13, às 17h, no CCBB!

– 23 a 27 de setembro de 2013: 2a Semana de História da UFF. Confira a programação no blog: http://semanadehistoriadauff.wordpress.com

 

Fique ligado na inscrição em disciplinas!

 

– Período de inscrição em disciplinas entre os dias 24 e 27 de agosto.

– Período de ajustes entre os dias 09 e 20 de setembro de 2013.

– Em breve vamos discutir o que fazer em relação aos “novos” critérios adotados pela coordenação. O horário está disponível (juntamente com as disciplinas pedagógicas) no site: http://historiadauff.wordpress.com/

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