Boletim Informativo do CAHis-UFF: Junho, Julho e Agosto de 2013

Boletim Informativo do CAHis-UFF

 Junho, Julho e Agosto de 2013

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Olá, historiadores!

Buscaremos através de boletins informativos manter os estudantes a par do que acontece na vida do curso e na universidade, para colocar o CAHis cada vez mais próximo do nosso cotidiano. Este boletim informativo conta com o acúmulo das nossas discussões sobre as manifestações, repasse das últimas reuniões do Departamento de História, o resultado do questionário de avaliação sobre o horário girafa, um convite ao Encontro Nacional dos Estudantes de História e muito mais!

 

EDUCAÇÃO EM GREVE: A Luta continua!

 

Em junho vimos um novo momento de manifestações que somam milhares de pessoas e organizações da classe às ruas de todo o país. Tendo como estopim a Luta Contra o Aumento da Tarifa de Ônibus, as reivindicações tem um caráter político mais amplo com demandas e insatisfações decorrentes do aumento do custo de vida, das péssimas condições de salário, exploração, o descaso do governo com a educação e a saúde públicas, tudo isto se potencializando com a vinda dos megaeventos para o Brasil.

O movimento já teve vitórias que provam que somente a luta nas ruas traz avanços! Com o seu crescimento, a classe dominante e os seus grandes meios de comunicação tentam canalizar o movimento e esvaziá-lo politicamente para pautas genéricas, como “contra a corrupção”, evitando os questionamentos diretos às empresas de ônibus, à falta de investimentos na educação e saúde públicas, aos megaeventos, entre outras pautas levantadas nas ruas. Esses mesmos setores tentam dividir o movimento entre os milhões que vem se somando às mobilizações e os que fizeram parte delas desde o início, como movimentos sociais, sindicatos e partidos de esquerda. Frente a isto, é fundamental manter as manifestações na rua  e  unificar essa luta aos movimentos organizados de trabalhadores rumo a um projeto que englobe as pautas e supere essa sociedade que explora e oprime!

É nesta perspectiva que estamos apoiando a greve dos profissionais da Educação do Estado e do Município do Rio de Janeiro! A educação pública foi uma das principais reivindicações durante os protestos e é nosso dever, como futuros professores, participar deste processo.

 

Saiba qual a pauta defendida pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (SEPE):

 

O que a Rede Estadual reivindica:

1) Reajuste de 28%;

2) Derrubada do veto ao Projeto de Lei que garante uma matrícula de professor em apenas uma escola

3) 30 horas semanais para funcionários;

4) eleição para diretor

5) fim do plano de metas e do programa de Certificação; 6) regularização dos animadores culturais

 

O que a Rede Municipal reivindica:

 

1 – REAJUSTE DE 19%

2 – PLANO DE CARREIRA UNIFICADO

3 – 1/3 DA CARGA HORÁRIA PARA PLANEJAMENTO

4 – FIM DA MERITOCRACIA

 

 INFORMES GERAIS

 

– É com pesar que informamos o falecimento do professor Ciro Flamarion Cardoso, no sábado, 29/06/13. O departamento aceitou, em plenária extraordinária do dia 03/07/13, a proposta do professor Marcos Alvito sobre a construção da Semana Professor Ciro Flamarion Santana Cardoso entre os dias 18 a 22 de agosto de 2014, quando o professor Ciro faria 72 anos. Foram pensadas cinco mesas abarcando os seguintes temas: História Antiga, História da América, História do Brasil, Teoria e Metodologia e uma mesa com antigos alunos do Ciro. Professor Ciro Flamarion Cardoso, presente!

 

– Entre os dias 28 a 30 de junho de 2013 aconteceu em Curitiba/PR o Fórum Nacional de Executivas e Federações de Cursos (FENEX), ao qual o Centro Acadêmico de História enviou dois representantes. Criado em 1992, o FENEX surge como alternativa de aproximação e articulação entre as diversas executivas e federações de cursos que viam nas lutas pautas comuns. Apesar de suas limitações enquanto fórum, esse espaço tem sido um importante canal de diálogo e unidade entre as executivas e vem dando algumas respostas às lutas, como o Boicote ao ENADE que há alguns anos já é articulado pelo fórum. Os últimos FENEX apresentaram alguns saldos importantes para o movimento: como o Seminário de Universidade e Formação realizado em Porto Alegre; a criação do Grupo de trabalho sobre Opressões; a elaboração que vem sendo construída de um Caderno da Contra-Reforma Universitária trazendo acúmulos conjuntos sobre essa reforma que vem afetando diretamente a universidade e a formação nos diversos cursos; assim como vem se colocando enquanto importante espaço de articulação da construção do Encontro Nacional da Educação. Esses e outros debates terão continuidade em outubro, no Rio de Janeiro, onde será realizado o próximo FENEX.

 

Departamento de História da UFF: fique por dentro do que está acontecendo!

 

– O capítulo final sobre o Instituto de História foi decido em plenária extraordinária do departamento de história no dia 14/08/13. Para quem ainda não teve a oportunidade de ler nossos materiais e se inteirar do assunto, vamos resgatar um pouco do que já aconteceu:

 

Na reunião do departamento do dia 13/03/13 ouvimos pela primeira vez professores falarem na criação do Instituto de História. O debate teria surgido quando o departamento de Psicologia resolveu se separar do ICHF e caminhar para a construção de um instituto próprio. Não surpreende esta movimentação em um momento em que a universidade está se expandindo, mas não da forma como gostaríamos: sem verbas, sem assistência estudantil, sem o término das obras iniciadas, enfim, sem qualidade. Na falta de verbas e espaço, departamentos estão disputando entre si e tentando “garantir o seu”, uma saída fácil pra isso sem se contrapor à política do governo e da reitoria é a criação de um instituto próprio.

Deliberamos que a comissão de pessoal, uma das comissões internas do departamento que não é paritária, ficaria responsável por discutir a respeito e apresentar uma proposta mais concreta em plenária para que pudéssemos debater. Até agora a discussão não aprofundou para questões sobre como a criação de um instituto próprio vai repercutir na produção do conhecimento, no projeto pedagógico do nosso curso ou se vai contribuir para aprofundar o fosso entre a graduação e a pós-graduação.

A proposta da representação estudantil que saiu da reunião da comissão de pessoal e foi levada para ser encaminhada plenária departamental (quarta-feira, 15/05/13) reflete a forma como defendemos que as coisas sejam encaminhadas neste espaço: sempre com debate no curso, atendendo aos interesses da comunidade acadêmica. Propusemos a organização de um Seminário sobre o Instituto de História, organizado em conjunto com o Centro Acadêmico de História e a Coordenação e Departamento do Curso antes de se votar em plenária a questão da criação do Instituto de História. Contudo, na reunião da comissão de pessoal de quarta-feira, 05/06/13, os professores se recusaram a realização do mesmo.

Sem avançar no debate, qual não foi a nossa surpresa quando recebemos um e-mail da chefia do departamento convocando uma reunião extraordinária do departamento com ponto de pauta único sobre o Instituto de História, dizendo que era necessário tirar um posicionamento a respeito. Ainda mais em um momento em que os estudantes estão de férias e a universidade está mais esvaziada. A representação estudantil participou da plenária e fez sua fala no sentido de explicar que não tem como aprovar a criação de um Instituto de História sem ter um projeto para debater. Não é questão de ser contra ou a favor a priori. Apenas percebemos que os elementos levantados na reunião necessitavam ser aprofundados em um espaço de maior fôlego: um seminário sobre o Instituto de História. Não construímos o seminário porque não tinha como partir de uma abstração e queríamos avançar neste processo junto com os docentes. Propusemos que saíssemos da reunião com uma data marcada para o seminário, assim como para uma próxima plenária onde deliberaríamos a respeito. Infelizmente todas as nossas tentativas de abrir diálogo não foram adiante por parte da coordenação e chefia do departamento do curso. Foi aprovada em plenária no dia 14/08/13 a criação do Instituto de História sem nenhum debate sequer entre os professores com 21 votos a favor, 10 contrários e 2 abstenções.

 

– Entre os dias 18 e 25 de julho a representação estudantil passou em sala com uma questionário. Devido ao fato de ser final de período e coincidir com o simpósio nacional da ANPUH, conseguimos 246 amostras. O objetivo do questionário foi levantar um perfil do estudante de História, mas também avaliar a opinião geral sobre o horário girafa (disciplina que é só uma vez na semana com 4h seguidas de aula).

Sobre a concentração por turno:

Dos 246 estudantes, 70 fazem disciplinas no turno da manhã, 79 à noite, 92 em ambos os turnos e 5 deixaram em branco. Contraditoriamente, um problema frequente para montar o horário é a falta de professores para ministrar cursos no turno da noite, turno com maior concentração de estudantes. Este fator complica ainda mais a situação dos estudantes com a nova medida que a coordenação do curso adotou, sem passar por nenhuma instância, definindo os novos critérios para inscrição em disciplina colocando a impossibilidade de mudar de turno. Com a pouca oferta de disciplinas, a concentração de disciplinas por parte dos professores e as dispensas indiscriminadas, isso se torna um problema ainda maior. Por uma questão meramente burocrática, a coordenação do curso não está levando em consideração, não apenas a insuficiente oferta de disciplinas para montar o horário em um único turno, mas também que muitos estudantes trabalham, ou concentram disciplinas em um dia só para economizar dinheiro na passagem.

Sobre trabalho/estágio/bolsa

110 estudantes responderam no nosso questionário que trabalham ou estagiam, correspondendo a 50% da amostra, desses 44 trabalham na parte da manhã, 55 à tarde, 8 à noite e apenas 7 em horário flexível.

Sobre a quantidade de estudantes por eixo e a avaliação da oferta de disciplinas por eixo:

Em relação ao eixo cronológico: 19 estudantes são de Antiga, 24 de Medieval, 32 de Moderna, 127 de contemporânea e 44 não sabem. No eixo temático cultura está avançando com 90 estudantes, seguida de poder com 67, 34 de econômico social e 55 não sabem. A oferta das disciplinas de eixo cronológico foi considerada insatisfatória por 99 estudantes, 93 estão satisfeitos e 54 deixaram em branco.  A oferta de disciplinas no eixo temático foi considerada satisfatória por 84 estudantes, insatisfatória para 104 e 57 deixaram em branco.

Sobre o horário girafa:

236 estudantes cursaram alguma disciplina em horário girafa, dos quais 175 no ciclo básico, 87 no ciclo profissional, 34 em instrumental. Desses, 178 avaliaram a dinâmica da disciplina como insatisfatória, enquanto apenas 76 consideraram satisfatória. 180 estudantes acham que não deve ser oferecida disciplina em horário girafa para o básico, apenas 60 concordam com isso. Dos 60, 40 avaliam que apenas em casos específicos, enquanto só 20 acham que deve ser oferecida em todas as disciplinas. Opinião diferente foi manifestada em relação ao ciclo profissional no qual 136 estudantes são a favor da oferta de disciplina em horário girafa, 102 são contrários. Dos 136 estudantes favoráveis, 96 avaliam a oferta deve se dar apenas em casos específicos.  Para instrumentais, 124 estudantes foram contrários à oferta em horário girafa contra 109 a favor. Dos favoráveis, 72 avaliam que deve ser oferecida apenas em casos específicos.

 

O ENEH está chegando!

 

Nos dias 24 a 31 de Agosto acontecerá o XXXII Encontro Nacional de Estudantes de História na UERJ – Campus Maracanã, com o tema “A Universidade Necessária: reforma curricular e a utilidade da História”. Os encontros nacionais de estudantes são certamente uma das experiências mais importantes da vida universitária, em que temos a oportunidade de trocar ideia e dividir experiências únicas com estudantes de História de todo o país. Além de ser o principal espaço político de deliberação da Federação do Movimento Estudantil de História (FEMEH), o Encontro conta com debates diversos sobre a universidade e o mundo, Grupos de Discussão, simpósios e mini cursos, sendo que o debate sobre as transformações curriculares tem destaque nessa edição. As culturais, que rolam todas as noites, vão manter a maioria acordada madrugada adentro e além dos eventos importantes, oficiais (como o Ato Público e a Copa Sócrates de Futebol) e não oficiais (como a Plenária da FUMEH), vão acontecer também vivências nesse ENEH, levando os estudantes em visitas pela Favela do Jacarezinho, a Ocupação Manoel Congo e outros pontos que não estão nas rotas turísticas oficiais do Rio de Janeiro.

O ENEH é um lugar ideal pra conhecer gente nova, debates novos, lugares novos e pontos nunca antes explorados de nossas consciências, então não percam! Nós sabemos que muitas pessoas não se inscreveram, por ser tão próximo (a maioria de nós não tem necessidade de alojamento ou alimentação), então os estudantes de história da UFF que têm interesse em participar do encontro vão fazer a inscrição e o credenciamento de todos(as) juntos(as) no dia 24, às 12h na UERJ.

 

Neste ENEH, vamos todos construir o Encontro Nacional de Educação!

 

Desde a “Campanha dos 10% do PIB para a Educação Pública Já” vinha se desenhando a necessidade da construção de um espaço amplo e nacional para discutir a situação da educação pública brasileira, unificando as pautas da rede básica e superior de ensino. Com a greve de 2012, isso se tornou mais forte, uma vez que o movimento sindical combativo não conseguiu unificar suas pautas, contribuindo para isso a sua divisão em diversas centrais sindicais. Não foi muito diferente a dificuldade vista pelo movimento estudantil em greve nacional que ao invés de enraizar este movimento na base dos estudantes e unificar as lutas, se perdeu em disputas superestruturais a respeito de entidades. Se o cenário é de fragmentação, este Encontro contribui no sentido oposto!

O Encontro Nacional da Educação está acontecendo e é um passo importante na reorganização do movimento sindical, popular e estudantil na área da Educação. Juntos vamos elaborar um diagnóstico da situação atual da Educação Pública e traçar um plano de ação conjunta. Foi aprovado no congresso da Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (ANDES) a sua criação e movimento análogo está acontecendo a outros sindicatos e movimentos populares. Este é um debate que o movimento estudantil combativo deve começar a tomar para si, também somos parte desse processo!

 

FIQUE POR DENTRO!

 

O que já rolou?

 

– 5 e 6 de junho: Feira de Textos do CAHis.

– 07 de junho: Multirão de limpeza na sala do CAHis.

– 10 de junho: Cinehist -especial dia dos namorados.

– Exposição de fotos em parceria com o Diversitas-UFF do dia dos namorados no bandejão: consideramos justa toda forma de amor!

– Organização da ida dos estudantes da UFF para a ANPUH entre 22 e 26 de julho.

– Participação nas manifestações, inclusive no dia nacional de greves e paralisações em 11/07.

– 16 de julho: participação na homenagem ao professor Ciro Flamarion Cardoso.

 

O que vai rolar?

– Reunião para organização da calourada: a primeira será na quarta-feira, 21/08/13, às 17h, no CCBB!

– 23 a 27 de setembro de 2013: 2a Semana de História da UFF. Confira a programação no blog: http://semanadehistoriadauff.wordpress.com

 

Fique ligado na inscrição em disciplinas!

 

– Período de inscrição em disciplinas entre os dias 24 e 27 de agosto.

– Período de ajustes entre os dias 09 e 20 de setembro de 2013.

– Em breve vamos discutir o que fazer em relação aos “novos” critérios adotados pela coordenação. O horário está disponível (juntamente com as disciplinas pedagógicas) no site: http://historiadauff.wordpress.com/

Boletim Informativo do CAHis-UFF: Abril e Maio de 2013

Boletim Informativo do CAHis-UFF:

Abril e Maio de 2013

 

Olá, historiadores!  

Buscaremos através de boletins informativos manter os estudantes a par do que acontece na vida do curso e na universidade e colocar o CAHis cada vez mais próximo do nosso cotidiano. O semestre de 2013 mal começou e já tem muita coisa rolando: tivemos três semanas com atividades de calourada, uma grande marcha a Brasília no dia 24 de abril, reunião do departamento, o Encontro Discente de Estudos Contemporâneos e muito mais! Boa leitura!

 

Balanço da calourada:

Nossas calouradas sempre podem ser melhores, mas no balanço feito na reunião do CAHis, dia 16/05/13, chegamos a um consenso de que foi muito positiva. Conseguimos dar conta de organizar atividades culturais diversas no período da tarde, uma reclamação que era constante. Desejávamos uma maior participação dos estudantes nas atividades e esperamos superar isso nas próximas! Das atividades pensadas, conseguimos concretizar 97%: recepção dos calouros, cinehist, debate de Educação, Aula Inaugural, Maratomba, Apresentação do Currículo e do CAHis, História de Samba, debate sobre megaeventos e dia do ócio e choppada de História. Infelizmente, os estudantes não compareceram ao debate com os pós-graduandos sobre “Caminhos e problemáticas da pesquisa em História” e não foi possível realizar o ensaio de assembleia. São questões a se pensar para as próximas! E os calouros podem contribuir muito nesse processo! No mais, reiteramos: calouros, sejam muito bem-vindos!

 

Marcha à Brasília dia 24/04!

 

Dia 24/04/13 teve uma grande marcha a Brasília reunindo diversos setores do funcionalismo público, da educação e saúde em torno de uma pauta de lutas comum. O que isso tem a ver conosco, você deve estar se perguntando… Tem tudo a ver! Isto só foi possível porque todos os funcionários públicos que fizeram greve em 2012, impulsionados pela greve das universidades federais, viram a necessidade de articular suas lutas para o próximo período. Essa marcha foi uma grande vitória da unidade dos setores combativos no movimento sindical, popular e estudantil! A pauta de reivindicações é extensa, mas vale destacar:

 

– Anulação da Reforma da Previdência de 2003: Esta é uma pauta fundamental que afeta inclusive a nós, estudantes no momento, mas futuros trabalhadores. A reforma da previdência reduziu direitos previdenciários, aumentou o tempo necessário para a requisição de aposentadoria e acabou com o benefício integral. Esta reforma foi comprada, o Supremo Tribunal Federal considerou que parlamentares da base aliada ao governo Lula receberam propina para apoiar os projetos da situação, entre eles esta reforma. Está tendo uma campanha nacional pela sua anulação e abaixo-assinado que vai terminar com um grande ato no dia 12/06/13!

 

– Contra o Acordo Coletivo Especial: proposto pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, com o aval da CUT, trata-se de um projeto de alteração da legislação trabalhista para flexibilizar direitos dos trabalhadores e tem em si muitos elementos da proposta de mudança da CLT que o governo FHC tentou aprovar de forma ao negociado prevalecer sobre o legislado para garantir que os acordos coletivos feitos por sindicatos pelegos tivessem validade. Não se trata de um projeto para os trabalhadores, mas para beneficiar os grandes empresários ainda mais em um momento de crise.

 

– Contra a EBSERH: a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) é um projeto que visa transferir a gestão dos hospitais universitários para uma empresa pública de direito privado (privatizando-os), na lógica da mercantilização da saúde e da educação, ferindo gravemente a autonomia universitária. Este projeto coloca em risco as pesquisas realizadas, flexibiliza vínculos de trabalho e, principalmente, prejudica a população usuária dos serviços prestados. Se aprovada, abre margem para se privatizar o sistema público de saúde, mas também outros setores como educação, cultura, entre outros. Saúde e Educação pública são direitos conquistados pelos trabalhadores que o governo Dilma quer retirar! O que nossos hospitais universitários precisam é de mais verbas para garantir bons equipamentos e estrutura! Não à EBSERH!

 

Departamento de História:

 

-Fique ligado nos afastamentos:

 

 Edmar pediu alteração do período de afastamento para pós-doc, adiando para 1o e 2o semestre de 2014.

 

Norberto pediu alteração do período de afastamento para pós-doc, antecipando para 2o semestre de 2013 e 1o semestre de 2014.

 

Hebe pediu alteração do período de afastamento para pós-doc, adiando para o 2o semestre de 2013 e o 1o semestre de 2014, compensando posteriormente nas disciplinas do 2o semestre de 2014.

 

– Lembra do Instituto de História? Pois bem, a discussão continua. Foi aprovado em reunião que a comissão de pessoal ficaria encarregada de fazer um debate sobre os prós e contras do Instituto de História e apresentar em plenário. Na própria reunião da comissão de pessoal foi encaminhado que era necessário organizar um debate a respeito no curso. Este encaminhamento foi retomado pela representação estudantil que propôs a organização de um seminário no curso para apresentar o que seria esse instituto de história, prós e contras para que a comunidade acadêmica faça o debate antes de votar a aprovação do instituto. Mas essa proposta só vai se concretizar se estudantes acompanharem as plenárias departamentais e as reuniões do GT de Representação para pressionar nesta direção!

 

Na luta contra a proibição de festas no Campus!

 

A universidade pública é um espaço dos estudantes para além das salas de aula, tanto para as trocas e conversas nos cafés e embaixo dos prédios, os cochilos no que sobrou de gramado e estudos na biblioteca, trata-se de um importante espaço de convivência. Tradicionalmente os estudantes realizam festas no campus, uma boa forma dos Centros e Diretórios Acadêmicos arrecadarem dinheiro. Quando se proíbe as festas nos campus, está atacando a concepção de que a universidade é um espaço de convivência dos estudantes e significa também uma política de repressão ao movimento estudantil. Vale destacar que as festas da reitoria como na última semana acadêmica com distribuição de cerveja e música alta em pleno horário de aula estão liberadas. Se isso não é empecilho, qual o problema com as nossas festas? Cada vez mais nossos espaços nas universidades estão sendo minados, os estudantes estão tendo dificuldade para reservar salas para a realização de suas atividades e debates, foi assim na calourada e na organização do I Encontro Discente de Estudos Contemporâneos que tivemos que pedir auxílio a professores. Isso não pode continuar! Vimos duas importantes formas de manifestações impulsionadas pelo Centro Acadêmico de História contra esta política no último período: a realização do História de Samba no bloco O junto com a choppada de Biologia durante a calourada e a Choppada Histórica – De Volta para o ICHF. O CAHis vai continuar deixando bem claro que o ICHF é nosso e deve ser ocupado!

 

 

 

O que já rolou?

 

– Calourada de História com: recepção dos calouros, Cinehist, debate de Educação, Aula Inaugural com a professora Magali Engel, Maratomba, Apresentação do Currículo e do CAHis, História de Samba, debate sobre megaeventos, dia do ócio e Choppada Histórica- De volta para o ICHF!

 

-I Encontro Discente de Estudos Contemporâneos nos dias 7, 8 e 9 de maio de 2013!

 

 

 

O que vai rolar?

 

– III Encontro Discente de História Antiga e Medieval: 5, 6 e 7 de junho de 2013, nos blocos N e O!

– Feira de textos do CAHis: 5 e 6 de junho, o dia inteiro, no ICHF;

 

– Mutirão de limpeza do CAHis: 7 de junho, às 14h, na sala do CAHis;

 

– Cinehist na segunda-feira, 10/06, às 14h, na sala 516 do bloco O com o filme Django Livre (Tarantino).

 

– Festa Julina no ICHF: quinta-feira, 11/07/13!

 

– O XXVII Simpósio Nacional de História da ANPUH entre 22 a 26 de julho de 2013 na UFRN, em Natal – RN. Maiores informações no site: http://www.snh2013.anpuh.org/Não tem alojamento garantido lá, mas como os estudantes de História manifestaram interesse vamos entrar com um pedido de ônibus. Estamos realizando uma lista inicial, para incluir seu nome é necessário que enviem como mensagem para o perfil do facebook do CAHis: nome, RG, matrícula, CPF. Em breve divulgaremos o calendário dos debates preparatórios ao Simpósio que serão pré-requisito para garantir a vaga no ônibus.

 

– O Encontro Nacional dos Estudantes de História (ENEH) será na UERJ entre os dias 24 e 31 de agosto. Maiores informações na página:

https://www.facebook.com/pages/ENEH-2013-UERJ/620246347991856?fref=ts no site: http://www.eneh.uerj.br/ 

 

Confira a versão on-line:

http://pt.calameo.com/read/00204777949dbbe6a6d9a

Boletim Informativo do CAHis: encerramento do semestre 2012/2

Boletim Informativo do CAHis

Encerramento do semestre 2012.2

Olá, historiadores!

Buscaremos através de boletins informativos manter os estudantes a par doque acontece na vida do curso e na universidade e colocar o CAHis cada vez mais próximo do nosso cotidiano. O semestre de 2012.2 finalmente acabou! Mas cabe resgatar que foi um semestre de muitas atividades: a eleição para o Centro Acadêmico de História; um informe do que tem rolado nas reuniões do departamento; as atividades organizadas pelo CAHis com a posse da nova gestão;e o calendário das reuniões para organização da calourada do próximo semestre! Boas férias e aproveite a leitura!

Em Assembleia Geral dos Estudantes deHistória da UFF teve a posse da nova gestão do Centro Acadêmico, Nossos Sonhos Não Envelhecem, eleita por 61% dos votos! Parabenizamos todos os estudantes que participaram deste processo, tanto de chapas, quanto acompanhando os debates e votando! Foi um momento de discussão de dois projetos políticos diferentes para educação e universidade. Em assembleia também foi apresentado e aprovado pelo conjunto do corpo discente o programa político eleito e o modelo de organização do CAHis. Fique ligado!

O programa político eleito determina o posicionamentopolítico do Centro Acadêmico de História e o seu compromisso com:

 

– A luta por uma Educação100% Pública, Gratuita, Laica e de Qualidade, sendo contra o projeto dereestruturação das universidades federais, o REUNI;

– Contra aprivatização do Hospital Universitário Antonio Pedro via EBSERH, contra oscursos pagos e o financiamento do Santander;

– Contra a dissociaçãodo Currículo de História em Licenciatura e Bacharelado, lutando pela duplaformação;

 

Respeitando o posicionamento político acima eleito, o CAHis deve atuar nos seguintes espaços como forma de potencializar este compromisso, discutindo sua participação em conjunto com o corpo discente:

 

– Participar da Federação do Movimento Estudantil de História(FEMEH);

– Participar do Fórum Estadual em Defesa da Educação Pública(FEDEP-RJ);

– Participar do Fórum Contra a Privatização do Hospital Universitário Antônio Pedro;

– Participar do Encontro Nacional da Educação impulsionado pela Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior.

Como funciona o modelode gestão aberta?

O Centro Acadêmico vai funcionar com o modelo de gestão aberta, ou seja, todos os estudantes regularmente matriculados em pelo menos uma disciplina do curso de História tem direito a vozvoto e participação nas instâncias do CAHis, que são as reuniões e grupos de trabalho.

Quais são os Grupos deTrabalho do CAHis?

GT deCultura e Esporte – para articular iniciativas como a Copa Golzinho, organização de choppadas, saraus de poesia, etc;

GT de Comunicação e Organização –para reativar a lista de e-mails do CAHis; administrar o perfil do facebook; a organização de um boletim informativo mensal do CAHis com os informes de cada GT e do curso;

GT de Finanças e Administração –para que tenha prestação de contas trimestralmente e que possa comprar o que for necessário para o CA, ajudando também quando possível em iniciativas estudantis, como a realização de atividades acadêmicas;

GT de Cinehist – para dar continuidade às atividades de filme e debate, expandindo isso para a universidade e a população;

GT de Currículo e Mundos do Trabalho– O debate sobre o currículo no curso de História precisa ser acumulado entreos estudantes. A dissociação entre ensino e pesquisa e a possibilidade de uma reforma curricular ainda são assuntos que perpassam o que é deliberado nas plenárias do departamento e suas comissões, é preciso que os estudantes tenham seus próprios acúmulos sobre estas questões e para isso foi criado este GT.

GT de Representação – para acompanhar as plenárias do departamento, organizar horários de acordo com as demandas dos estudantes e ver as demandas de área para professor no curso. Essas questões práticas são de extrema relevância no cotidiano de todo e qualquer estudante do nosso curso, nos influenciado dia a dia! Contudo, elas estão longe de serem meramente administrativas, são também questões políticas. No entanto,não funciona de forma democrática, os estudantes só tem direito a apenas 8 representantes com voto e voz. A representação estudantil para o departamento foi eleita e aprovada em assembleia: Lilian Matias, Zora Zanuzo, Alexandre Silva, Pollyana Labre, Eduardo Daflon, Leonardo Albuquerque, Felippe Spinetti,Fernando Falci; sendo os suplentes: Alan Dutra, Ian Lo Feudo, Fernanda Barbosa, Juliana Nascimento.

Mas como funciona a representação estudantil?

A representação estudantil no Departamento de História é composta por membros da chapa eleita pelos estudantes, mas o que define sua atuação é o GT de Representação, porque como o nome diz, a representação estudantil leva as demandas e posicionamentos de todo o corpo discente para o espaço, não tirando as coisas da cabeça. Por isso, não cabe proporcionalidade,já acabou a eleição e a representação não vota de acordo com os posicionamentos políticos de cada chapa que participou do processo, mas se pautando pela demanda de todos estudantes, inclusive os que não participaram de nenhuma chapa. Todos podem e devem participar das reuniões do GT de Representação, elas são abertas!

GT de eventos e atividades acadêmicas– para aglutinar e expandir as iniciativas de organização de eventos acadêmicosdiscentes, retomando uma revista de publicação eletrônica na qual os estudantespossam participar.

Entendemos que outros grupos de trabalho podem ser formados pelos estudantes desde que comunicado em reunião do CAHis e divulgado com pelo menos 48h de antecedência para que todos os estudantes interessados possam participar.

Alguns informes importantes!

– Os editais para monitoria já estão disponíveis no site: https://sistemas.uff.br/monitoria/

– Prazo para os projetos de inscrição do PIBIC é até 01/04/13;

– Este ano tem o IEncontro Discente de Estudos Contemporâneos de 7 a 9 de maio de 2013! As inscrições para comunicações vão até o dia 19/04/13! Maiores informações:  https://www.facebook.com/events/396054407157629/   e http://edecontemporaneo.blogspot.com.br/

IIIEncontro Discente de História Antiga e Medieval nos dias 4, 5 e 6 de junho de 2013. Inscrição e maiores informações no blog: http://antigamedievaluff.wordpress.com

Fique ligado! A Semana de História já está em construção! Maiores informações em breve!

 Confira o que foi aprovado nas últimas reuniões do departamento:

– Os seguintes professores pediram afastamento:

Elisa Garcia: para pesquisa na Biblioteca Nacional da Espanha entre 15/06/13 e 15/07/13;

Marcelo Wanderlei: para pesquisa no México entre 10/04/13 e 27/05/13;

Samantha Quadrat: para apresentação de trabalho em Washington entre 25/05 e 02/06;

Georgina Santos: para pesquisa em arquivos portugueses entre 22/06/13 e 13/07/13;

 É obrigatória a apresentação de um plano de reposição de aulas para os estudantes que puxarem disciplinas com eles. É necessário estreito contato com a representação estudantil caso isso não seja feito!

– Sobre o ENADE: o boicote foi uma atividade legítima aprovada pelo conjunto do corpo discente em Assembleia Geral dos Estudantes de História depois dos debates organizados pelo CAHis a respeito. Com a repressão do MEC, é necessário retomar esse debate no curso. A antiga coordenação do curso enviou para o MEC, sem ter passado pela plenária departamental, em pleno período letivo, um recurso, assim como um protocolo com os compromissos assumidos. Foi encaminhada a necessidade de organizar um debate no curso a respeito, convidando a Associação dos Docentes da UFF, assim como outros cursos que estão passando pelo mesmo problema, como ode Arquitetura.

– Instituto de História? Hein? Pois é, no departamento alguns professores falam em criar um Instituto de História. Tudo teria começado quando a Psicologia resolveu se separar no ICHF e caminhar para a criação de um Instituto de Psicologia. A comissão de pessoal ficou responsável por levantar dados e apresentar no  departamento os prós e os contras dessa iniciativa.

– Mais uma vez é aprovada em uma reunião do departamento uma medida que tem profunda relação com dissociação entre ensino e pesquisa sem que o debate tenha sido feito com o conjunto da graduação e da pós-graduação em História: trata-se do Mestrado Profissional,aprovado por 26 votos a 16, a plenária extraordinária do dia 20/03/13. A representação estudantil solicitou a organização de um Seminário no curso antes que fosse tirado um posicionamento a respeito, o que foi negado. O mestrado profissional é uma iniciativa da CAPES que começou em cursos da área de exatas onde são privilegiados a parceria com empresas, para quem se destina o conhecimento produzido, rompendo desta forma com a autonomia do conhecimento construído nas universidades. O projeto para a área de História torna opcional a elaboração de uma tese como fruto de um projeto de pesquisa, podendo o trabalho final ser a criação de materiais didáticos, ou seja, trata-se de um projeto voltado principalmente para a área do ensino de História que não traz em si a preocupação com o amadurecimento de uma pesquisa e ainda cria uma diferenciação entre o mestrado profissional e o acadêmico contribuindo desta forma para a separação entre ensino e pesquisa. O público alvo são os professores da Rede Básica de Ensino, sendo que o mestrado acadêmico em História já consegue abarcar este público. A representação estudantil, seguindo a deliberação do GT, fez a proposta da criação de uma linha de Ensino de História na nossa pós-graduação (porque é assim que se valoriza de fato o ensino e o professor),ou a retomada do lato sensu, o que foi recusado. É interessante notar que boa parte dos professores que falam sobre a importância de trazer a educação para dentro do departamento e em valorizar o ensino, relegam cada vez mais atividades que deveriam ser nossas ao departamento de Pedagogia. A última foi a possibilidade de que professores da área de Educação possam orientar as monografias de História. É fundamental a participação de tod@s nesses debates, assim como acompanhar as reuniões do GTde Currículo que vão acontecer ao longo do próximo semestre! Não deixem também de comparecer às plenárias departamentais, a presença em peso dos estudantes nesse espaço é essencial!

E o que já rolou depois da posse da nova gestão?

-Participação na Grande Marcha em Defesa da Educação Pública no Rio de Janeiro no dia 05/03/13!

– 8 de março de luta, com oficina de cartazes para participação no ato do 08/03 na Candelária, assim como a organização de um debate sobre “Os desafios da luta feminista no século XXI”, com Virgínia Fontes e Talíria Petrone.

-Reunião do CAHis e dos GT’s de Representação, Opressões, Eventos e Atividades Acadêmicas… Confira as relatorias nas notas do facebook do CAHis!

E o que vai rolar?

Animado para a próxima calourada? Então venha construir com a gente! Confira o calendário das reuniões, sempre às 17h, no CCBB: quarta-feira, dia 10/04; e quinta-feira, dia 18/04!

Boletim Informativo do CAHis: maio de 2012!

Olá, historiadores! 

Esse é o primeiro informativo do CAHis. Buscaremos através dos mesmos manter os estudantes a par do que acontece na vida do curso e na universidade e manter o CAHis mais próximo do nosso cotidiano. A semana que vem já conta com algumas atividades das quais é importante que vocês participem. Esse boletim vem com informações sobre o ENEH e as atividades dos pré-ENEHs, além da próxima reunião do Departamento de História, onde deve ser tratada a questão das pós-graduações lato sensu de nosso curso e por fim, a Assembléia Geral dos estudantes de História que será na quinta, dia 10/05. O CAHis é o espaço dos estudantes de História, um espaço de debate do qual todos podem (e devem) participar!  

 

-Terça, 08/05, às 18h, no tablado do bloco O: REUNIÃO DO GT DE PRÉ-ENEH!

 

Este GT é para pensar os debates preparatórios para o Encontro Nacional dos Estudantes de História que também servem como pré-requisito para garantir a vaga no ônibus para o ENEH. Foram discutidas as seguintes propostas de temas na última reunião do CAHis: debate sobre fechamento de escolas públicas no campo e na cidade; debate sobre capitalismo em crise; debate sobre as condições de trabalho docente (plano de carreira, etc). E a ideia agora é discutir nesse GT: quantos pré-ENEH’s as pessoas têm que ir; outras temáticas possíveis; a estrutura das atividades; e um calendário pra divulgar com antecedência pra galera! A atividade organizada pelo História de Samba foi o nosso primeiro pré-ENEH. Quem perdeu, não se preocupe, teremos outros! 

 

Informações importantes sobre a FEMEH e o ENEH:

 

O que é Federação do Movimento Estudantil de História?

 

A FEMEH é a entidade que organiza o movimento estudantil de História, debatendo pautas combativas com os estudantes a nível nacional de forma a garantir a articulação entre os

mesmos. Hoje, algumas das principais discussões que tem desenvolvido são sobre atual e problemática divisão do currículo entre licenciatura e bacharelado, a regulamentação da profissão do historiador e a abertura dos arquivos da ditadura e revisão da lei da anistia aos torturadores, além de articular lutas com os movimento sociais. Logo, a FEMEH cumpre um papel fundamental, não apenas de representação dos estudantes de História. E não deve ficar isolada em si, sua integração com as demais executivas e federações de curso em defesa de uma educação pública, gratuita e de qualidade para todos é essencial. O Encontro Nacional dos Estudantes de História é um importante espaço de articulação dos estudantes de História e sua plenária final é a maior instância deliberativa da FEMEH.

 

Visite também o blog da FEMEH: http://femehnacional.wordpress.com/

Sobre o ENEH: 

 

Este ano o Encontro Nacional dos Estudantes de História tem como tema: “Nas ruas, nas praças, nas salas”. Será na UNIFESP, em Guarulhos, entre os dias 14 a 21 de julho. Acompanhe as notícias também pelo blog:  xxxi-eneh.blogspot.com.br

 

 

– Quinta, 10/05, às 18h, embaixo do bloco N: Assembléia Geral dos Estudantes de História!

 

A Assembléia Geral dos Estudantes de História é nosso maior espaço deliberativo, todos os estudantes têm voz e voto. Esta assembléia foi tirada para que seja feita a prestação de contas do CAHis e o processo eleitoral do mesmo, estando a pauta aberta para inclusão de outros pontos que os estudantes acharem pertinentes.

 

O CAHis é a entidade representativa (ou auto-representativa) dos estudantes de História. É onde nos reunimos desde para organizar as festas (sim! Elas são importantes!), a debater os problemas do nosso curso, da nossa universidade, do nosso país e quiçá do Universo! Fora os muitos debates (às vezes intermináveis, mas também bastante úteis), o CAHis funciona em um modelo de gestão aberta. Mas o que é isso? Mesmo tendo eleições para o CAHis todo ano, que tem um peso muito mais político de qual programa os estudantes escolhem que o CAHis deva defender,qualquer estudante independente de ser de chapa ou não pode participar das reuniões e ter direito à voz e voto. Ou seja, você também pode propor o que quiser e ter o mesmo poder que qualquer um. Ninguém tem mais poder do que ninguém. O CAHis também se organiza por Grupos de Trabalho, os GTs, para tocar as suas atividades. Por exemplo, em uma reunião é discutida que precisamos voltar a reeditar a revista dos alunos do curso, A Roda, então tiramos um GT que se reúne regularmente para tocar essa atividade e o que precisa para viabilizar ela, como escrever matérias, ver quem vai diagramar, ilustrar, etc. O GT então reúne os interessados em uma determinada atividade para organizarem esta entre as reuniões do CAHis, dando mais dinamismo à organização do CAHis. Existem atualmente o GT de Representação (que discute e articula a representação dos estudantes no departamento), o GT do Cinehist, o GT de Informática (que cuida do uso da impressora no CAHis e do computador), Gt de pré-ENEH’s, o GT sobre Opressões e o GT d’A Roda que vem tentando se rearticular para voltar a editar a revista dos alunos. Mas para tocar tudo isso precisa de gente senão as coisas não acontecem, e sempre está precisando de ajuda, então não se acanhem!

– Quarta, 23/05, às 14h, no 5o andar do bloco O: Reunião do Departamento. A pauta da reunião ainda não foi liberada, mas um dos temas a serem tratados é continuidade ou não da pós-graduação lato sensuapós o fim da cobrança de mensalidades nesses cursos com o resultado do plebiscito na universidade.

É na plenária departamental que são discutidas as principais questões relativas ao funcionamento do curso de História, como por exemplo, contratação e afastamento de professores, a expansão das vagas para estudantes no vestibular… E o departamento também tem comissões para debater a oferta de disciplinas do curso e o horário de cada semestre, a questão da transição do currículo antigo de licenciatura para o atual com a incorporação de libras, uma optativa de educação, prática e pesquisa de ensino I, II, III e IV, de forma que os estudantes não sejam prejudicados…. Sem contar o problema recente que tivemos com o ingresso no vestibular e o currículo de História. Para quem não acompanhou o que aconteceu segue uma ligeira explicação:

 

Currículo:

 

A partir de 1986 teve início no curso de História a discussão sobre a construção de um novo currículo que entrou em vigor em 1993 e permanece até hoje. Esse currículo foi pensado para formar professores-pesquisadores, compreendendo que são atividades complementares, o professor não só “reproduz” como produz conhecimento, além de garantir o tripé ensino-pesquisa-extensão.

Para manter tal currículo é necessária uma boa oferta de disciplinas para garantir o eixo profissional, o que é difícil em um momento em que a universidade está se expandindo e falta

 professores. E começamos a escutar do departamento de História que era preciso um currículo “fácil de administrar” sem se preocupar com a qualidade do curso. A primeira forma como isso foi abordado foi através da entrada no vestibular: antes era dupla entrada (licenciatura-bacharelado), usando como desculpa de que o MEC proíbe um estudante de poder cursas duas universidades públicas ao mesmo tempo controlando através de um sistema on-line no qual os estudantes são cadastrados, a dupla formação – com a qual o MEC vem tentando acabar tem tempo – teria passado a contar como “dois” cursos diferentes. A lógica era que a partir do momento em que separava o número de vagas para licenciatura e bacharelado, o MEC não aceitaria o mesmo currículo para ambas e seria necessária uma mudança no currículo. Esse tipo de argumentação burocrática esconde uma política que o MEC pressiona, mas que a reitoria também quer acatar para formar mão-de-obra mais rápido, com menos custos, menos professores e menos pesquisa na graduação. Em reunião do departamento foi votado que até encontrar uma solução só abriria vaga para licenciatura no ano de 2012, o que foi aprovado em uma votação apertada em que estudantes e alguns professores perderam por uma pequena maioria porque achavam que era importante não tomar nenhuma decisão precipitada sem antes fazer o debate. Tem uma comissão formada por estudantes e professores para discutir alternativas a esse problema. Fiquemos atentos!

 

Está na hora dos estudantes voltarem a ocupar as plenárias departamentais porque é através do acompanhamento desse espaço que conseguimos garantir que as coisas não piorem ainda mais. E é importante lembrar a luta pela paridade nesse espaço onde todos os professores tem direito a voz e voto, enquanto apenas 8 estudantes o têm! 

 

Não deixem de participar!